BRASÍLIA — Depois de prestar mais de seis horas de depoimento em Brasília na segunda-feira, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não vai precisar retornar imediatamente a Curitiba, onde está preso outubro de 2016. Em Brasília desde 15 de setembro para prestar depoimentos, ele obteve o direito de ficar na capital federal até o dia 24 de novembro. A pedido da defesa, o juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, que conduz investigações da Lava-Jato, concordou em manter Cunha em Brasília pelo período para que ele possa se comunicar com seus advogados. Agora, será aberto prazo para alegações finais da defesa e também do Ministério Público Federal. Essa é a última fase da instrução das apurações.

“Considerando o pedido da defesa, da necessidade de facilitar imediatos encontros com o réu para os fins de pedidos de diligências e atos preparatórios das alegações finais, considerando ainda a necessidade de preparação operacional do transporte aéreo pela Polícia Federal, determino o retorno do acusado Eduardo Consentino da Cunha à Subseção Judiciária de Curitiba, em caráter definitivo, a partir de 20/11/2017 até 24/11/2017, a ser providenciada pela Polícia Federal”, escreveu Vallisney. O juiz enviou cópia de sua decisão ao colega Sérgio Moro, que conduz a Lava-Jato em Curitiba e mandou prender Cunha no ano passado.

Durante o tempo em que está em Brasília, Cunha prestou depoimento no processo em que é réu por suspeitas de irregularidades no Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal. Até o dia 24, Cunha permanecerá preso em Brasília.

Fonte: Carolina Brígido – Extra