Merval Pereira

O Sistema “S” (SENAC, SESC, SENAI, SESI, SENAT, SEST, SENAR E SESCOOP) arrecada 2,5% da Folha de pagamento de todas as empresas do País. Originalmente a arrecadação se reverteria em ensino técnico e profissional gratuito para os comerciários, A arrecadação chamada de compulsória, é na verdade um Imposto, que como todos os demais impostos, as empresas jogam sobre o valor final dos seus produtos e serviços, encarecendo o preço do produto final ao consumidor. Além disso, os cursos deixaram de ser gratuitos e a ausência de prestação de contas ao público permite que haja desvio de finalidade nas verbas públicas.

Por Luiz Müller. Leia o artigo completo no Luiz Müller Blog.

Foram R$ 2,979 milhões pagos a jornalistas, comentaristas e analistas, todos ligados à Globo.

“Verificamos que a ligação dos prestadores de serviços com as Organizações Globo é uma das características singulares apresentadas com vistas a justificar a não observância do dever de licitar”, diz o texto da auditoria.

Quem mais recebeu em palestras foi Merval Pereira: R$ 375 mil.

Merval fez “análise prospectiva sobre o que o Governo Dilma pode fazer para evitar o impeachment no Congresso, e avaliação do que seria um novo governo de união nacional com a derrubada da presidente e a chegada de Michel Temer ao governo”.

O governo de “união nacional” é supostamente aquele liderado por Temer em parceria com o PSDB.

No caso de Giuliana Morrone, apresentadora do Bom Dia Brasil em Brasília, os auditores apontaram falta de “eficiência, economicidade e razoabilidade” do Senac-RJ, que aceitou romper contrato firmado e fechar um novo — com aumento de 94% no cachê das palestras.

Os auditores também questionam R$ 330 mil pagos à comentarista Cristiana Lobo, da GloboNews, “sem a comprovação da natureza singular dos serviços prestados”, o que exigiria licitação.

A auditoria também sugere que sejam devolvidos aos cofres da entidade R$ 464 mil referentes à Semana Fecomércio de 2013, realizada no Copacabana Palace, que contou com uma palestra do ex-presidente Lula.

 

A Fecomércio se disse vítima de perseguição política e que já encaminhou um relatório de 238 páginas rebatendo ponto-a-ponto a auditoria.