Por Vlady Oliver

VAMOS DE PUBLICIDADE?
Eu seria um idiota de reclamar de minha própria profissão. A verdade é que, se o governo Bolsonaro cumpriu 95% de suas metas para os seus 100 primeiros dias de administração, o país poderia estar vivendo um renascimento na coisa pública, não é mesmo? Não está. Nenhuma de suas medidas tiveram qualquer impacto na sociedade esfolada e feita de besta. “Ainda não deu tempo” – dirão alguns. Bobagem. Com a “mídia” aparelhada até o talo inteira contra o Presidente, não há a menor chance de termos um suspiro de esperança no ar pela frente. É tudo pelas costas mesmo. Tudo devidamente desmontado e desqualificado, para não dar qualquer chance da sociedade fazer as pazes com o tal “desenvolvimento”. Pois é nisso que me chama a atenção a tão propalada lei da oferta e da procura. O atual maior grupo de comunicação do país vive um ocaso desgraçado. O problema é que sua negação e a debandada da audiência não alavanca nenhum outro grupo como porta-voz dessa “nova política”, que de nova não tem nada além das plataformas que o presidente precisa usar para se comunicar com a plebe rude. Virou um youtuber de primeira. Nem assim a própria plataforma – adernada para a esquerda como nunca – aproveita a chance de ser o “novo canal de comunicação” das brasileirices tipicamente presidenciais em curso. E ficamos assim a “ver navios”. Pois eu tô farto de ver navios. Farto de ver o relativismo rumbeiro e desavergonhado jorrando seus Wyllis, suas Bernardes, suas Leitões e seus Nobraites em cima da patuleia desvairada. Farto de Zecas do PT. Este texto não chega à esquina. O meu texto. É por isso que eu não acredito em nada que venha do governo. Qualquer governo. Preocupados demais com o próprio rabo, jamais terão tempo para exercer o tal “espírito público” e libertar-nos da ditadura da imprensa marreta. Vão de espírito de porco mesmo. Sai torresmo?