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Polícia desmente “fake news” da mídia: travesti não foi morto por apoiadores de Bolsonaro

G1, Yahoo,Catraca Livre e a Revista Fórum), às vésperas do segundo turno das eleições, divulgaram que o crime teria sido cometido por apoiadores de Bolsonaro. Para a investigação, o homicídio foi causado após uma briga em um bar. O travesti foi esfaqueado e morto no último dia 16 deste mês no Centro de São Paulo.

Armando Villa Real Filho, de 28 anos, foi preso acusado de matar o travesti “Priscila”, de 25 anos. “A polícia concluiu o inquérito e descartou a possibilidade de que a morte tenha sido motivada por homofobia ou por política”, disse o delegado Roberto Krasovic.

Antes da conclusão da polícia, a velha mídia divulgara uma versão, baseada em duas “testemunhas” não identificadas, de que o travesti teria sido morto aos gritos de “Bolsonaro” e “ele sim” por cinco agressores. Na hora de testemunho à polícia, entretanto, apenas uma das oito testemunhas ouvidas afirmou ter escutado alguém gritar o nome de Bolsonaro durante o crime. Com um detalhe: a tal testemunha não viu o momento que o homem foi esfaqueado porque estava no 13º andar de um prédio.

As reais testemunhas relataram que o assassino e a vítima se desentenderam após discussão sobre piadas de goianos. “O homem seria preconceituoso com quem vem de Goiás e a vítima não gostou e foi tirar satisfações com ele. Eles estavam em grupos separados, bebendo num bar. Em seguida discutiram”, falou Krasovic. “Aí o sujeito foi para a pensão onde mora com outro travesti, pegou uma faca e voltou ao bar, onde voltou a discutir com a vítima e a esfaqueou três vezes”.

Câmeras de segurança registraram parte da discussão em frente do bar, mas não gravaram o momento das facadas, apenas o assassino e a vítima cambaleando.