Por Nelson Ascher

AS ANÁLISES DE LEE SMITH

estiveram entre as mais argutas e informadas do Russiagate e são de longe as melhores desse seu âmago vital, o Mídiagate. Lendo-o não deixa de ser espantosa a quase absoluta falta de curiosidade dos brasileiros e até mesmo dos jornalistas daqui em face desta história. Digo: mesmo se esse conluio sem pés nem cabeça fosse a verdade, ainda assim seria ima história fantástica! E, em todo caso, uma história cheia de mistérios: quem ou o quê paralisou Jeff Sessions e ao mesmo tempo impediu Trump de substituí-lo? Quem instruiu e deu as ordens a Rosenstein e o quais foram as orientações sigilosas que ele deu para Mueller? Obviamente Mueller começou o jogo com muito mais cartas na mão e a confiança que seus partidários depositaram nele nada tinha de ingênua. Aparentemente, terminar sua investigação como terminou e com esse resultado foi uma derrota catastrófica numa guerra travada longe das câmeras e microfones. Ele não foi posto lá para sair de mãos vazias. Ele dispôs de dois anos, das tropas, do apoio e da logística que precisava pra sair com uma cabeça na bandeja. O que aconteceu lá atrás, no campo de batalha fora de vista? Saberemos? Na falta de respostas, ninguém formula as perguntas melhor que Lee Smith.