Cadê os brinquedos mais procurados da lista de Natal?​​ ​Desaparecem dos estoques.
Você procura nas lojas mais populares, nas especializadas, nos Shoppings, e nada!
O que acontece é que, assim que esses produtos são colocados à venda, programas de computador os compram numa velocidade com a qual os humanos não conseguem competir. Eles também fazem compras online e usam múltiplos endereços de email para contornar os limites impostos pelos varejistas.
Um jornal norte-americano mostrou que a Barbie Real Casa dos Sonhos, de $ 299,99 está sendo vendida a quase $ 1,700. Um videogame da Nintendo, de $79,99, sai por $ 13,000.
Advogados estão avisando os varejistas para bloquear os programas. Mas o eBay argumentou: Como um mercado aberto, o eBay é um indicador global das tendências onde a oferta e a procura ditam o preço dos itens. Desde que um item seja legal e respeite nossas políticas, pode ser vendido no eBay.
Aí está o problema, a mão invisível do mercado.
Em A Riqueza das Nações, Adam Smith criou esse conceito (assista ao filme de 6 minutos Eu, o Lápis). Ele explicou que a economia funciona melhor num cenário com o mercado livre, onde cada um trabalha em prol de seu próprio interesse. Quando as pessoas comercializam livremente, comerciantes egoistas competirão uns com os outros, levando os mercados a um resultado positivo.
Mas esse sistema econômico é justo apenas quando as empresas conseguem competir umas com as outras. Smith não previu o dia em que computadores comprariam todas as unidades de um produto para vendê-las por preços exorbitantes.
Jim Denison diagnostica esse problema com a resposta de John D. Rockefeller, um dos homens mais ricos da história, e grande filantropo:
– Quanto dinheiro é o suficiente? – perguntou-lhe um repórter.
– Só mais um pouco – respondeu Rockefeller.
 
Ganância: Não importa quanto o ser humano tenha, vai querer sempre mais.
A ganância não ​é páreo para dar​ com​ alegria. A ganância nunca está satisfeita e nunca ​descansa. Há sempre algo a ganhar e alguém a superar. ​Quando se trata de dar​, com frequência nossos motivos são interesseiros​. Nosso orgulho está em jogo, então damos para impressionar os outros. ​Ou por medo e culpa, esperando comprar o perdão​.​ ​Ou as pessoas estão ​olhando, e​ queremos ser aprovados por elas.
​Neste Natal, antes de dar, pergunte-se:
​- O que​ vou ganhar com isso?
Se a resposta ​for “nada”, então vá em frente e dê o presente. Seja ​alguém que dá com alegria.