Jornalista Maria Beltrão: “Vamos imaginar o seguinte cenário: um cidadão está com um fuzil, de costas… e existe a possibilidade de um sniper executá-lo sem que ele (o bandido) esteja representando nenhuma ameaça.”

Marco Frenette

O que é imparcialidade?

O conceito de “imparcialidade” vem sendo usado no debate político – tanto no debate profissional quanto no amador – para defender os jornalistas que trabalham a favor da criminalidade esquerdista.

Toda a história do jornalismo revela que a “imparcialidade” é uma ficção de mau gosto; e sobre esse tema recomendo os textos do jornalista H. L. Mencken, que explicou a essência dessa picaretagem com humor e inteligência. Quem desejar textos mais técnicos, mas igualmente honestos e claros, sugiro os do filósofo jurídico Hans Kelsen.

Dadas essas duas sugestões, já pulo para um aspecto particularmente interessante da “imparcialidade”, que é o da necessidade de relativizar a verdade e distorcer a realidade.

A “imparcialidade”, por meio da relativização, dá ao que não presta o mesmo valor que se dá ao que presta, sendo, portanto, um conceito de origem e de aplicação progressistas.

“Imparcialidade”, no jornalismo, é o adubo da desonestidade. Por exemplo, um policial deu cinco tiros em um bandido armado. A formatação da esquerda é esta: “Vítima é morta com cinco tiros por policial”. A direita segue outro caminho: “Bandido é morto em confronto armado”.

A esquerda omite as palavras “armado” e “bandido”. A direita acentua essas duas palavras. A esquerda está sendo “imparcial”, a direita está se esforçando para retratar o mundo real.

Essa distinção serve como ferramenta de análise desde para o noticiário policial até para programas armados por jornalistas descolados para assassinar reputações e depois chorarem que estão sendo moralmente assassinados.

De prático, resta isso: se a pessoa vem com uma conversa de “imparcialidade” em vez da busca da verdade dos fatos, tenha certeza de estar lidando com alguém que votou no Haddad nas eleições passadas.