Bom, a priori temos que observar as pessoas à nossa volta.
Uma grande maioria, anda de forma rasteira.
Não vêm um palmo adiante do nariz.
Analise pelo ponto de vista de uma criança: Qual é o universo que a criança vê? Tudo o que a criança vê é aquilo que está à altura do teu joelho, por quê?
Porque ela é baixinha, ela é pequenininha então, consequentemente, ela não vai ter um universo muito mais além da altura do teu joelho. Tudo pra ela é muito grande, por quê?
Porque você é grande, você é alta, ela é pequenininha, ela vai até o teu joelho; especialmente quando ela vai andar ali daquele jeitinho dela engatinhando.
Então veja: A grande maioria das pessoas cresceu, aprendeu a andar em duas pernas, mas não aprendeu a olhar para a frente e por cima.
Ou seja: “Se enxergo mais longe, é porque me apoio em ombros de gigantes” (Isaac Newton).
Veja! A questão é: quando eu não tenho a estatura para enxergar longe. Então, o que é que eu tenho que fazer? Eu tenho que subir numa escada ou eu tenho que subir num prédio. Eu tenho que olhar lá de cima, para poder ver além daquele jardim ao qual eu estou acostumado a olhar. Quando você não vê além do jardim que você está acostumado a olhar, é claro, que você vai conseguir limitar mais ainda o universo ao qual você pertence, muito pequeno, mesquinho; aquela mesquinharia à qual você está acostumado, é o que você vai continuar vendo.
Porque você não tem o ponto de vista da altura que precisaria ter; a menos, claro, que você seja, digamos, um poeta. Quando você vê um muro na tua frente e você imagina ter nesse muro uma janela, e dessa forma você poder enxergar além daquela janela, o que não é verdadeiro, porque na grande maioria das vezes, não existe no muro uma janela.
Ouvi uma estória (certa feita) de um homem que ele estava no hospital, muito mal, ele era cego; e, chegou no hospital um outro homem, muito mal também, e este outro homem não era cego. Então, o cego pediu pra ele: ‘Por favor! Vai na janela e veja pra mim o que acontece?’
O cego estava deitado perto de uma janela e pediu ao outro:
‘Veja aí na janela e olhe pra mim lá fora da janela, e me descreva o quadro que você vê?’ E o velho, que não era cego ia na janela e descrevia pra ele:
– Ah! Eu vejo crianças brincando, num grande playground, e não sei o quê? E tererê e teleco teco e caixa de fósforos… – E sempre contava uma estória, uma estória linda! Aquela estória maravilhosa!
E o cego passou a ter uma expectativa de vida. Porque ele estava definhando. Ele já não tinha mais nada de alegria. Ele vivia no escuro! Ele não tinha alegria nenhuma! Ninguém falava coisa boa pra ele, e ele estava dentro de um hospital! Aquele cheiro do hospital era tudo o que ele sabia: no tato e no cheiro (Porque você não enxerga nada), e ouvia as pessoas falando; mas no hospital sempre falam baixinho e aquela coisa de cochichar; e aquilo, deixava ele cada vez mais nervoso.
Bom! Passou… Um belo dia faleceu o amigo que enxergava, e apareceu uma enfermeira para limpar o quarto.
Ele perguntou o que tinha acontecido e a enfermeira comunicou o falecimento de seu colega de quarto. Ele ficou muito triste!
A enfermeira perguntou: – Posso fazer alguma coisa por você? Ele disse: ‘Pode! Olhe pra mim, pela janela, e me descreva o quê que tá acontecendo lá fora?’
Ela olhou e disse: – Existe uma janela, mas tem um muro alto na frente e não dá para se ver nada além do muro. Não está acontecendo nada. Não tem nada aqui!
Aí! Ele caiu em si.
Então veja! A visão que você dá à vida! A visão que você pode vir a ter das coisas: ela te engrandece ou te diminui, ou te mata, ou te eleva! Mas isso é você quem faz!
Você não pode ficar esperando que alguém olhe para mim ou pra você, seja lá pra quem for. Nós não podemos ficar esperando que alguém olhe os nossos atributos.
Os nossos atributos nós os temos; ainda, que nem mesmo nós saibamos da existência deles. E nós os temos sim!
Veja! Eu não sou uma pessoa inteligente ou burra. Eu sou uma pessoa que tem um certo conhecimento; que é um conhecimento natural que a vida nos dá. A vida nos premia a todo instante, a todo dia, toda hora com um monte de coisas que são aquelas fagulhas, que enriquecem o nosso conhecimento da vida. Então, esse é o ponto: nós temos que olhar para as coisas com a visão realmente engrandecida daquele homem que se apoia em “ombros de gigantes”, daquele homem que quer ver muito além do jardim…
(Aliás, esse é um filme maravilhoso, “Muito Além do Jardim” é um filme que eu recomendo para todas as pessoas que queiram aprender o conhecimento real de tudo na vida; porque ele é uma história lindíssima!)
Então, temos que ter essa visão, essa visão amplificada de tudo, e quando ela nos faltar, por qualquer motivo que seja, que nós tenhamos a ousadia de voar alto: ainda que seja na poesia, ainda que seja de forma poética. Ver lá de cima! Mas, como vou ver lá de cima se eu estou aqui em baixo? Bom, aí eu vou levantar os olhos aos céus e vou fazer com que a minha vista voe, com que a minha vista vá bem longe, com que eu possa ver tudo aquilo que realmente eu preciso ver! Eu preciso daquilo tudo para viver… Pense nisso!

(ap. Ely Silmar Vidal – Teólogo: COJAE 0001-12-PF-BR; Psicanalista: CONIPSI CIP: 0001-12-PF-BR; Jornalista: DRT-0009597/PR e presidente do CIEP – Clube de Imprensa Estado do Paraná)

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Mensagem 02062020 – A Janela e o Muro: Enxergar Além do Olhar – (imagens da internet)

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