“Disse o Senhor a Moisés: Levanta-te pela manhã cedo, apresenta-te a Faraó e dize-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.
Pois esta vez enviarei todas as minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus oficiais, e sobre o teu povo, para que saibas que não há quem me seja semelhante em toda a terra.
Pois já eu poderia ter estendido a mão para te ferir a ti e o teu povo com pestilência, e terias sido cortado da terra;
mas, deveras, para isso te hei mantido, a fim de mostrar-te o meu poder, e para que seja o meu nome anunciado em toda a terra.” (Êx 9:13-16)

Por conta de nossa desobediência é que se fez necessário o julgamento de Deus, e por isso é que estamos enfrentando e vendo o que temos visto e vivido.
Homens sem nenhuma racionalidade, julgando o povo; bandidos determinando os caminhos de homens retos; a imoralidade servindo de norma absoluta e assim confundindo a todos; a terra sendo julgada pela grosseira idolatria.
E tudo isso, porque não reconhecemos a tempo o poder e a superioridade de Deus acima de todas as coisas, de toda autoridade, de toda a terra, e acima de tudo o que há nos céus e nos céus dos céus.

Aproximadamente a quatro mil anos é que estes fatos podem ter acontecido, mas é muito curioso o quanto isto é atual.
Vimos inúmeras coisas acontecendo no velho Egito, quando o novo faraó, que não havia conhecido José, e que portanto, não sabendo da importância deste na história do Egito, passa a perseguir o povo que descendia justamente da raiz de José, ou seja de Jacó.
Mas essa perseguição que toma forma, a partir da autorização e anuência do Deus vivo, a fim de que o Seu nome “Eu Sou”, fosse anunciado em toda terra, mas também e principalmente, pela desobediência do povo que se chamava pelo Seu nome. E assim vimos os dez fatos descritos no livro de Êxodo, conforme segue:

1 – As águas se transformam em sangue

“Assim diz o Senhor: Nisto saberás que eu sou o Senhor: com este bordão que tenho na mão ferirei as águas do rio, e se tornarão em sangue.
Os peixes que estão no rio morrerão, o rio cheirará mal, e os egípcios terão nojo de beber água do rio.
Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: toma o teu bordão e estende a mão sobre as águas do Egito, sobre os seus rios, sobre os seus canais, sobre as suas lagoas e sobre todos os seus reservatórios, para que se tornem em sangue; haja sangue em toda a terra do Egito, tanto nos vasos de madeira como nos de pedra.” (Êx 7:17-19)

A primeira das pragas foi justamente a destruição do Rio Nilo, um rio que era reverenciado pelos egípcios como o primeiro de seus deuses.
Alguns o consideravam mesmo como sendo o rival dos céus, uma vez que ele regava toda a terra (conhecida), até mesmo sem o auxílio das chuvas.

Isto deixou os egípcios em pânico, porque o rio Nilo ficou desfigurado por, aproximados, sete dias.

2 – A invasão das rãs

“O rio produzirá rãs em abundância, que subirão e entrarão em tua casa, e no teu quarto de dormir, e sobre o teu leito, e nas casas dos teus oficiais, e sobre o teu povo, e nos teus fornos, e nas tuas amassadeiras.” (Êx 8:3)

Esta que foi a segunda praga, primeiro vimos o fato de que o rio Nilo que era considerado sagrado, tornou-se o próprio instrumento do castigo. E pior que isso, pois a rã era um animal consagrado ao Sol.
E o fator complicante, ficou claro no desaparecimento, como ficara claro no aparecimento das rãs.

Mas estamos falando de um Deus que tudo pode, trata-se do Deus de Abrahão, de Isaque e de Israel, e que portanto, são infinitas, tanto as suas bênçãos, quanto as suas maldições. Assim, que Deus tira de sua aljava, outra de suas armas.

3 – E o pó da terra se transforma em piolho

“Disse o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende o teu bordão e fere o pó da terra, para que se torne em piolhos por toda a terra do Egito. …
Então, disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus. Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.” (Êx 8:16 e 19)

E foi assim que vimos o surgimento da terceira praga, ou seja do pó da terra surgem os piolhos.
Importante observar que os egípcios eram extrema e escrupulosamente chegado à limpeza. Sendo dessa forma, algo tremendamente repugnante a presença dessa praga.
E tanto era assim, que os próprios sacerdotes egípcios, raspavam o pelo todo do corpo a cada três dias. Era assim, para impedir que eles viessem a ser hospedeiros de parasitas durante as suas solenidades sagradas.
Dessa forma, e também pelo fato de que os magos egípcios não puderam reproduzir tal praga, foi que ficou considerado ter aí “o dedo de Deus” como descrito no versículo lido.

A medida que o tempo avança, vemos que o coração de faraó endurece e que dessa forma, ele mesmo provoca mais e mais a ira de Deus, por isso, vemos com espanto o envio da quarta praga.

4 – O envio de enxames de moscas

“Do contrário, se tu não deixares ir o meu povo, eis que eu enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os teus oficiais, e sobre o teu povo, e nas tuas casas; e as casas dos egípcios se encherão destes enxames, e também a terra em que eles estiverem.
Naquele dia, separarei a terra de Gósen, em que habita o meu povo, para que nela não haja enxames de moscas, e saibas que eu sou o Senhor no meio desta terra.
Farei distinção entre o meu povo e o teu povo; amanhã se dará este sinal.” (Êx 8:21-23)

E vemos Deus fazendo separação entre o Egito e a terra ocupada pelos hebreus, ou seja, a terra de Gósen.

E foi assim que vimos a entrada da quarta praga, e justamente, com a distinção de que, até a terceira praga, egípcios e hebreus sofriam juntos; aqui no entanto, é feita a separação, por Deus, entre opressor e oprimido.
E muito apropriado é o fato de que este milagre remetia os egípcios aos seus escaravelhos, (inseto parecido com o besouro, alguns inclusive, que se alimentam de carniça) considerado sagrado e adorado pelos egípcios. Então vemos que Deus não os poupa, menos ainda às suas crenças pagãs.

5 – Pestilência sobre os animais

“E o Senhor fará distinção entre os rebanhos de Israel e o rebanho do Egito, para que nada morra de tudo o que pertence aos filhos de Israel.” (Êx 9:4)

Chegamos à quinta praga, descrita como a pestilência, que fazendo distinção entre animais dos egípcios e animais dos cativos, somente os egípcios é que sofrem esse dano, ao observar que todo o seu gado foi totalmente destruído.
Observando, que este milagre operou-se sem a intervenção de Arão; apenas Moisés avisou a faraó do que sucederia.

6 – Tumores ulcerosos sobre toda carne

“Eles tomaram cinza de forno e se apresentaram a Faraó; Moisés atirou-a
para o céu, e ela se tornou em tumores que se arrebentavam em úlceras nos homens e nos animais,” (Êx 9:10)

A fim de deixar muito clara sua força, o Senhor endurece sobremaneira a forma de conversar com faraó, e é assim, que Deus aumenta a pressão, e capacita Moisés, para que enfim, este também passe a ter o poder de executar as ordens divinas, coisa que até então, ficou ao cargo de Arão. Conforme observamos, quando Moisés arremessa uma porção de cinza ao ar e isso traz a faraó a lembrança de seu velho hábito de sacrificar suas vítimas a seus deuses, além do fato de, neste momento, Deus, para disseminar a doença, utilizar-se do ar que os egípcios consideram ser mais uma de suas divindades.

7 – Chuva de pedras e de fogo

“Então, disse o Senhor a Moisés: Estende a mão para o céu, e cairá chuva de pedras em toda a terra do Egito, sobre homens, sobre animais e sobre toda planta do campo na terra do Egito.
E Moisés estendeu o seu bordão para o céu; o Senhor deu trovões e chuva de pedras, e fogo desceu sobre a terra; e fez o Senhor cair chuva de pedras sobre a terra do Egito.
De maneira que havia chuva de pedras e fogo misturado com a chuva de pedras tão grave, qual nunca houve em toda a terra do Egito, desde que veio a ser uma nação.
Por toda a terra do Egito a chuva de pedras feriu tudo quanto havia no campo, tanto homens como animais; feriu também a chuva de pedras toda planta do campo e quebrou todas as árvores do campo.
Somente na terra de Gósen, onde estavam os filhos de Israel, não havia chuva de pedras.” (Êx 9:22-26)

Observamos aqui um intervalo de tempo entre a quinta praga e esta, uma vez que naquela praga, todo o gado egípcio já havia sido destruído.
E notamos também que os egípcios ao saber que viria nova praga, recolheram seus servos e seus gados, para não perder tudo novamente. (cf versículo 20)

8 – Os gafanhotos e a devastação do Egito

O povo egípcio já estava cansado, já reconhecia o poder do Deus Todo Poderoso, mas faraó continuava com seu coração endurecido. Mal sabia ele, que isso era necessário, para que Deus fosse glorificado.
Os oficiais de faraó, pediam que os israelitas fossem liberados, porque já viam sua terra devastada, mas o orgulho e a soberba falavam mais alto ao coração de faraó, e o obrigava a querer medir força com Deus, como se isso fosse possível.

“E subiram os gafanhotos por toda a terra do Egito e pousaram sobre todo o seu território; eram mui numerosos; antes destes, nunca houve tais gafanhotos, nem depois deles virão outros assim.” (Êx 10:14)

Esta praga, pode ser considerada como um dos castigos mais terríveis, porque atacou a todo o reino vegetal, e não podemos esquecer que a alimentação dos egípcios era quase inteiramente composta por vegetais.
E via-se o desespero dos conselheiros de faraó que pedia a ele que liberasse o povo israelita, pelo fato de que o Egito estava sofrendo muito.

Faraó não dava o braço a torcer e por isso, a terra ficou coberta de gafanhotos, que destruíram o que tinha escapado da sétima praga.

9 – Densas trevas no Egito por três dias

Mas o coração de faraó continuava endurecido.
Assim foi, que tendo Moisés estendido as mãos aos céus, trevas desceram e não se via nada em volta.
As trevas eram tão densas, que a sensação era de que se poderia apalpar as trevas.

“Então, disse o Senhor a Moisés: Estende a mão para o céu, e virão trevas sobre a terra do Egito, trevas que se possam apalpar.
Estendeu, pois, Moisés a mão para o céu, e houve trevas espessas sobre toda a terra do Egito por três dias;
não viram uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; porém todos os filhos de Israel tinham luz nas suas habitações.” (Êx 10:22,23)

E novamente, Deus dá mostras de seu infinito poder e grande glória.
E mostra também que os deuses egípcios, não passam de pouca coisa ante o poder daquEle que a tudo criou.
Lembrando que para os egípcios, o sol é considerado um deus, posto que a ele se referiam como o deus sol, mas naquele momento, Deus fez com que até o sol se apagasse.
Não podemos ignorar que houve três dias de total escuridão, sendo que aos israelistas, não faltou luz em momento algum.

E isso os deixa cada vez mais claro que aquele que pode apagar o sol para alguns, fazendo diferenciação entre um povo e outro, esse sim, é o Deus de toda vida.

10 – Decretada a morte de todo primogênito, tanto de homens, como de animais

Esta foi a forma como Deus resolveu por fim a toda contenda.
Somos duros de coração e dessa forma, é que estava faraó e não queria se curvar de forma alguma ao poder infinito do Deus de Israel, por esse motivo Deus mostrou a faraó que não havia conversa, e que sim, ele teria que se dobrar, caso contrário seria morto.

“Moisés disse: Assim diz o Senhor: Cerca da meia-noite passarei pelo meio do Egito.
E todo primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que se assenta no seu trono, até ao primogênito da serva que está junto à mó, e todo primogênito dos animais.
Haverá grande clamor em toda a terra do Egito, qual nunca houve, nem haverá jamais;
porém contra nenhum dos filhos de Israel, desde os homens até aos animais, nem ainda um cão rosnará, para que saibais que o Senhor fez distinção entre os egípcios e os israelitas.” (Êx 11:4-7)

Deus mostrou novamente o seu poder, e desta vez, tocou no que havia de mais precioso, ou seja, na vida dos primogênitos.

Esta portanto, foi a última, mas decisivamente, a praga à qual faraó prestou mais atenção.
A ação de Deus foi clara e direta, sem a ação de qualquer fenômeno. E isto deixou faraó embasbacado, porque achava que seu inimigo seria o homem Moisés.
todas as famílias dos egípcios sentiram-se atingidas porque foram mortos os primogênitos, inclusive de animais.
Somente os israelitas foram poupados, o anjo exterminador passou por toda a terra, mas não tocou a nenhum primogênito dos israelitas, porque estes fora obedientes e seguiram as disposições divinas.

(ap. Ely Silmar Vidal – Teólogo, Psicanalista, Jornalista e presidente do CIEP – Clube de Imprensa Estado do Paraná)

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