Mesquita Al Noor, na Nova Zelândia

Por Marco Frenette.


Mais um estelionato cultural

Terminei de ler “The Great Replacement”, o texto supostamente escrito pelo terrorista que matou pessoas numa mesquita. Achei muito suspeitas as 74 páginas do manifesto, pois tudo nele é conveniente demais para todos os ataques que a esquerda faz à direita. E mais: a estruturação das ideias não é típica de um direitista, mas de esquerdista praticando marxismo cultural. É, em suma, um documento forjado.
Quando estava para detalhar um pouco mais essa conclusão, me deparei com a excelente análise de Rodrigo Miceli, a qual reproduzo abaixo.

Análise do “The Great Replacement”

Por Rodrigo Miceli

Mas que coisa curiosa… o “documento” de 74 páginas; o “manifesto” deixado pelo delinquente que matou 49 pessoas numa Mesquita na Nova Zelândia tem todo o discurso atual conservador; mas não na visão de um verdadeiro conservador, e sim dos detratores do conservadorismo. Nenhum conservador entra no mérito da questão racial, e no entanto o sujeito é autodeclarado “racista” (pecha posta nos conservadores pelos progressistas) Nenhum conservador se considera fascista ou nazista, inclusive sublinhando que ambos os movimentos são de origem Socialista. Já o atirador se diz “Fascista; todos de direita somos fascistas” (mais uma pecha posta pelos progressistas) Ou seja, para não estender em pormenores, não é um manifesto de um conservador na visão de um conservador, mas de um conservador na visão estereotipada negativa progressista.

E há aí mais dois elementos curiosos: do momento, e da cobertura. Atentados terroristas geralmente são cometidos por grupos muito distantes do poder que recorrem à guerra assimétrica para tentar desestabilizar o poder dominante. Os conservadores foram minoria política nas últimas décadas e NENHUM atentado foi perpetrado por motivações políticas à Direita. Agora que a Direita se encontra no poder – por exemplo, no País mais poderoso do mundo que é os Estados Unidos – faria sentido incorrer em crimes hediondos para manchar a própria imagem? Não é muito suspeito que estejam surgindo “terroristas cristãos brancos de extrema-direita” justamente quando o conservadorismo ganha uma guerra genuína nos ramos culturais e eleitorais de forma totalmente democrática? Há ainda uma clara tentativa de uma quase criminalização da Internet. No tal “manifesto”, o homicida faz uma elegia à liberdade da internet, comemorando este novo instrumento de mobilização… Ora, isto é um prato cheio para que a grande mídia venha nos educar: “Estão vendo? A Internet é perigosa! É um antro de terroristas de extrema direita! Temos de regulá-la!” Aqui mesmo no Brasil tentaram atribuir o ataque de Suzano a uma “influencia misteriosa” da Internet… A guerra atual da mídia “oficial” que produz narrativas “oficiais” é contra a Internet; é cercear a liberdade digital, tachando-a como ruim e enganadora.

E é este o último ponto curioso: a cobertura da mídia; a pressa do rótulo. Quando o ato é perpetrado abertamente por organizações, por exemplo, Islãmico-revolucionárias, a etnia do sujeito, a ideologia e a Religião não são comentadas para “evitar preconceitos”, e até se busca fazer uma campanha contrária de atenuação da imagem – “Islã é uma Religião da paz”, etc., etc. Mas tratando-se de um atirador branco de suposto viés à direita, está lá na primeira página: “TERRORISTA BRANCO CRISTÃO DE EXTREMA DIREITA”, sem nenhuma preocupação em “evitar preconceitos”; muito pelo contrário: fabricando e inflamando preconceitos. Mas as mídias nacional e internacional não têm um viés político, meus amigos; não são totalmente progressistas e revolucionárias, enviesadas à Esquerda, podem acreditar.