O Problema na Ucrânia não é o que Você Ouve por Aí.

O poderio da OTAN e das organizações ocidentais vai destruir toda a Ucrânia
Por O Imperialista

O Ocidente liberal está caindo de podre. Você acha que o melhor para o povo ucraniano é juntar-se a esta decadente pilha de lixo arcoíris simbolizada por figuras como Joe Biden, Trudeau e Macron?

Não é a Rússia que periga ocupar militarmente a Ucrânia. A Ucrânia já está sob ocupação da OTAN em um processo que tem um marco inicial com a desestabilização daquele Estado e a sua mudança de regime.

Está em curso desde o golpe de 2014 na Ucrânia uma ocidentalização forçada do país. As elites políticas e a máquina midiática liberal que assumiram a Ucrânia governam impondo os valores cosmopolitas e toda a massificação cultural que vemos nos regimes ocidentais. O que têm crescido no país azul e amarelo desde então? Apenas a desagregação social e a entrega da Ucrânia ao globalismo. Lembrem-se que o motivo do golpe foi o alinhamento internacional do país, saindo vencedor o lado que impôs a adesão da Ucrânia ao bloco ocidental. Foram os “jovens dinâmicos” ucranianos dos grandes centros urbanos, manipulados pela propaganda liberal, que foram às ruas derrubar o governo da época. Tudo isto é uma guerra entre o globalismo ocidental e o nativismo cada vez mais forte dos povos do leste europeu e a Ucrânia atualmente é apenas uma província dos interesses da Grande Finança Internacional.

O país se tornou uma porta de entrada de toda a degeneração para o leste europeu. Lá o trabalho subversivo das ONGs e das multinacionais metacapitalistas possuem total liberdade, livre trânsito para destruir a Ucrânia em sua identidade tradicional.

Enquanto a Rússia redescobre as suas riquezas espirituais, a Ucrânia se entrega à ideologia materialista do novo mundo globalista. Enquanto a Rússia faz procissões, a Ucrânia faz paradas LGTV cada vez maiores.

O poderio da OTAN e das organizações ocidentais vai destruir toda a Ucrânia em nome dos ditos “valores democráticos”. Veja, por exemplo, este artigo de um órgão da OTAN recomendando a remoção da Igreja Ortodoxa da vida pública ucraniana e a total secularização do país: https://www.atlanticcouncil.org/…/the-last-missing…/Iludidos pelo discurso de um falso nacionalismo, os patriotas ucranianos estão entregando seu país para a tirania globalista.

Não é apenas retórica:https://www.dw.com/…/ukraine-holds-its…/a-49319080https://www.rferl.org/…/religious…/31363600.html


Por Aldo Ghenadiev Lebed

Não existe guerra com hora marcada divulgada. Ainda mais se tratando de Putin, um Siloviki/KGB, que trabalhou com geoestrategia e espionagem por quase duas décadas na Alemanha Oriental e Ocidental, espionando e analisando o Ocidente, sua mentalidade, seus pontos fortes e suas fraquezas. O cara que conquistou de surpresa a Crimeia em 2014 e igualmente de surpresa botou ordem no Cazaquistão este ano.Se ele vai invadir a Ucrânia? Acho pouco provável, dado várias condições que falam o contrário: a economia russa não está preparada para esse tipo de aventura – sofreu e sofre muito com a pandemia e ainda estava se estruturando das sanções de 2014. Uma guerra de larga escala em território ucraniano certamente seria ganha pela Rússia, mas a um alto preço econômico, político e de perda de apoio na opinião pública interna.Segundo, a própria Ucrânia quer evitar essa guerra a qualquer custo: ela já é o país mais pobre em.relacao a paridade de poder de compra na Europa, já vinha de uma crise econômica terrível por conta da perda da Crimeia e da região do Donbass, duas das mais importantes áreas econômicas, respectivamente comerciais e industriais do país, com forte queda do PIB por isso, além.da escalada de gastos que teve que fazer na Guerra do Donbass, posto isso as crises políticas e a corrupção dos governos que sucederam o “Winter on Fire” da Praça Euromaidan ( aaaaaiiiinnn mas eles derrubaram um governo corrupto para eleger outros corruptos???, bem vindo ao mundo real que não passa na Netflix, amiguinho!!!) e além de ter sido duramente impactada também pela pandemia. A necessidade de manter o aparato militar em prontidão tambem é muito mais custoso para a Ucrânia que para a Rússia. Zelensky ficou puto com Biden batendo os tambores de guerra, reafirmando continuamente ,que nem um demente com síndrome de La Tourette ou um retardado do Antagonista, que “Putin vai invadir amanhã”.

Investidores internacionais sacaram bilhões de Ucrânia feodendo ainda mais o país, além de que contratos de exportação vem sendo cancelados ,dada a situação estratégica da Ucrânia com seu acesso ao mar totalmente dependente do domínio do Mar Negro que é inconteste russo e que num caso de guerra ficaria completamente fechado para as exportações ucranianas, baseadas principalmente no trigo, aço e carvão. Aliás qualquer ucraniano ,até os que tenham sido comprado por um bom preço em dólares ou euros, sabe é que o custo maior da guerra recairá sobre a própria Ucrânia e dado os precedentes efeitos da guerra no Afeganistão, Iraque Líbia e Síria, poderá se ver quanto foi efetiva a “ajuda” ocidental na “reconstrução” (risos). Acho que devem ser bem espertos para entender que a bucha de canhão é descartada.

Por mais que a mídia comprometida do Ocidente diga o contrário, o grande interesse nessa guerra é dos Estados Unidos, Guerra como fator de desvio das atenções para uma das administrações mais catastróficas da história americana, para tentar o milagre de reverter a tendência de uma avalanche republicana nas Midterm Elections deste ano, apelando ao patriotismo e união que alguns meses atrás seus bate-paus dos Antifas e BLM pisavam e espancavam nas ruas e guerra para encher o bolso do complexo industrial militar ávido de dinheiro manchado de sangue.

Guerra que a própria Europa de verdade também não quer, França, Alemanha e Itália, países que além de fortes investimentos tanto na Ucrânia como na Rússia e ,no caso da Alemanha, também fortemente dependente do suprimento de energia russo. Essas nações estão bem conscientes de que a Europa acabará pagando o maior preço da cagada americana e se adiantaram a criar o Grupo da Normandia para um entendimento quadrilateral: as supracitadas Alemanha e França mais os beligerantes Ucrânia e Rússia, para a retomada dos Acordos de Minsk, que havia estabelecido o cessar-fogo no Donbass.

Outro importante jogador nesta história é a Turquia. Ancara já vinha se distanciando da política geral da OTAN desde o meio da guerra da Síria quando os Estados Unidos passr a apoiar os curdos sírios, as coisas se agravaram mais ainda com a misteriosa tentativa de golpe militar contra Erdogan e com a recusa de Washinton em.partilhar sistemas antimisseis com a Turquia. Nesses três acontecimentos ele conseguiu apoio de Moscou (que lógico que não foi sincero ou amoroso, mas fucking pragmatico) , que aceitou áreas de influência e presença militar turcas na Síria, apoiou diplomaticamente (e com informações de inteligência, posivelmente) a repressão interna pós golpe frustrado e se ofereceu para vender sei sistema antimisseis S-400 para as forças turcas, o que irritou Washinton absurdamente. Moscou e Ancara já estavam se entendo bem no Cáucaso, vide o acordo de paz que deu fim à guerra armênio-azeri e o silêncio turco no caso do conflito ucraniano (mesmo eles tendo vendido drones e outros armamentos à Ucrânia-geopolítica é pragmatismo) sinalizam para pouco ou nenhum interesse turco na escalada desse conflito. E sem apoio turco não tem acesso ao mar Negro dado ao estrangulamento logístico de Dardanelos.

E para encerrar , o fator China, que apesar de ter sofrido impactos profundos da crise da bolha imobiliária em sua economia , está muito longe de quebrar e já articula as peças de seu tabuleiro, agora com a Rússia atirada nos seus braços.

O buraco é sempre mais embaixo.

Imagem:
Filme: Winter On Fire: Ukraine’s Fight for Freedom (Inverno em Chamas: A Luta da Ucrânia por Liberdade).